Top 5 – Personagens LGBT de Gotham City

Pois é, 28 de junho foi o Dia do Orgulho LGBT. Existem muitos quadrinhos que abordam o assunto, até mesmo entre os super-heróis, como em X-Men. E com Batman e os demais vigilantes de Gotham não é diferente, então vamos a ao Top 5 personagens LGBT da cidade mais gótica do Universo DC, mas deixando de fora a óbvia dupla Arlequina e Hera Venenosa:

5 – Meia-Noite

Este é um dos mais populares heróis LGBT dos quadrinhos, mas se você não acompanhou o Universo DC nos últimos anos, pode estranhar a presença dele nesta lista.


Criado em 1998 por Warren Ellis e Bryan Hitch, Meia-Noite começou como integrante do Stormwatch e logo foi um dos fundadores do Authority, ambas equipes do Universo Wildstorm, o selo de Jim Lee que teve início na Image Comics e depois foi para a DC. A Wildstorm era mais violenta e assim era Meia-Noite, quase uma versão mais badass do Batman que chega a casar com o Apolo, uma versão do Superman.
Dotado de força, resistência e agilidade sobre-humanas, Meia-Noite pode ainda antecipar mentalmente os movimentos de seus adversários e, mais de uma vez, desceu o sáfaro em homofóbicos que cruzaram seu caminho.

O casamento com Apolo

Em 2011, a reformulação Os Novos 52 fundiu a Wildstorm ao Universo DC, e Meia-Noite começou a se misturar com os personagens tradicionais da editora. Na série Grayson (2014-2016), Dick Grayson aposenta por um tempo sua identidade como Asa Noturna e se tona agente da organização Espiral. É neste período que conhece Meia-Noite e eles iniciam uma amizade onde Dick recebe consecutivas cantadas de Meia-Noite, que não esconde sua atração pelo ex-artista circense.
Desde então, Meia-Noite se tornou um aliado costumeiro de Dick, participando até da série semanal Batman & Robin Eternos.

4 – Mulher-Gato

Selina Kyle pode ser uma das personagens mais populares do universo do Batman, sendo ainda uma veterana, criada por Bob Kane e Bill Finger em 1940. Mesmo assim, não está na dianteira de nosso top 5 por um bom motivo.


Em suas décadas de existência, ela já foi de tudo: ladra, heroína, prostituta, supervilã, política. Mas foi só em Catwoman 39 (2015) que foi confirmado que a Mulher-Gato é também bissexual, quando rolou um clima com Eiko Hasigawa, que a substituiu sob a máscara por pouco tempo.

3 – Maggie Sawyer

É o caso de uma mulher verdadeiramente a frente de seu tempo. Maggie Sawyer foi criada por John Byrne em 1987 como coadjuvante do Superman. E já era retratada como homossexual desde essa época!


Sim, o assunto era tratado de forma bem superficial inicialmente, mas com o passar dos anos a personagem foi ganhando mais força e espaço. Aliás, é uma pessoa linha dura, tendo comandado divisões especiais das policias de Metrópolis e Gotham City.


Quando transferida para Gotham, teve um relacionamento com a Batwoman que quase acabou em casamento, mas hoje em dia está de volta a Metrópolis.

2 – Renée Montoya

Como acontece muito nas HQs do Batman, a policial Montoya foi criada primeiramente para a TV, no caso, em 1992 para Batman: A Série Animada. Entretanto, acabou aparecendo primeiro nos quadrinhos.


E esse é um caso mais polêmico, já que Montoya foi retratada por muitos anos como heterossexual, até que os roteiristas Greg Rucka e Ed Brubaker mudaram o jogo no aclamado título Gotham Central (2002-2006), criando todo um histórico pessoal para a personagem, que nos anos seguintes também teve uma relacionamento com a Batwoman. Aliás, graças à magia do retcon, elas são velhas amigas e amantes.


Alguns fãs não receberam bem a mudança, alegando que mudaram a personagem do nada. Mas, com o tempo e o grande destaque que Montoya teve no título e na série semanal 52, chegando a ser até a ser uma nova Questão, todos acabaram por aceitar bem a alteração.

1 – Batwoman

Em 2006, a DC lançou Kate Kane, a nova versão da Batwoman, imediatamente revelando seu relacionamento prévio com Montoya, tudo cortesia do roteirista Greg Rucka.


O sucesso da heroína foi imediato e sua posição como homossexual nunca foi problema. Pelo contrário, talvez o fato de nunca tentarem desviar do assunto, logo de cara introduzindo um relacionamento amoroso e problemas pessoais causados por sua posição a tenham tornado a primeira personagem homossexual em posição de real destaque nas HQs mainstream.
Mas existe o lado irônico nesta história, já que a Batwoman original foi criada como interesse amoroso do Batman justamente para afastar os rumores sobre um relacionamento entre Bruce Wayne e Dick Grayson.


Em 2010 o título mensal da Batwoman levou um prêmio do GLAAD, uma organização americana que acompanha de perto a maneira como a mídia retrata as pessoas LGBT.

E você, já havia percebido a diversidade sexual existente em Gotham? Acha que ficou faltando algum personagem?
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Leonardo Vicente

Nunca sequer visitou Gotham City, muito menos morou numa caverna, nem mesmo treinou com os maiores mestres marciais do planeta. No comando do site Mundo Comics e escrevendo para a revista Mundo dos Super-Heróis, se deu conta de sua triste maior diferença quando comparado com Bruce Wayne: não tem a mesma fortuna que ele!

  • João Victor

    Mais recentemente tb teve a Dra. Victoria October.

  • Cinéfilo da Terra 2

    Mas será que vão mudar alguns com o Rebirth? Por exemplo, a Mulher Gato nunca foi estabelecida como Bi, será que vão manter isso?
    O resto acho que não teriam coragem de mudar.

    • A Mulher-Gato acho que vai ficar com essa característica meio de lado até algum roteirista decidir usar em alguma história. Pelo histórico, vemos que, mesmo sendo bissexual, costuma se relacionar mais com homens mesmo.

  • O Universo do Batman realmente é um dos mais ricos das HQs de heróis, sem contar que tem os melhores vilões, né? hehe Ainda não li a chegada do Meia-Noite na DC, mas ele manda muito bem. Só teria colocado a Hera Venenosa na lista, que tem um romance nas entrelinhas e as vezes explícito com a Arlequina. E porque também é minha personagem preferida de Gotham <3